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Ensino de autogerenciamento de rotinas de estudos a universitários diagnosticados com Transtorno do Espectro Autista
2025 · Revista Brasileira de Análise do Comportamento; BJBA - Brazilian Journal of Behavior Analysis; v. 21, n. 1 (2025); Revista Brasileira de Análise do Comportamento; v. 21, n. 1 (2025); 2526-6551; UFPA; Fonte: OAI-PMH
Dados principais
- Ano de publicação
- 2025
- Dados editoriais
- Revista Brasileira de Análise do Comportamento; BJBA - Brazilian Journal of Behavior Analysis; v. 21, n. 1 (2025); Revista Brasileira de Análise do Comportamento; v. 21, n. 1 (2025); 2526-6551; UFPA; Fonte: OAI-PMH
- Palavras-chave
- REBAC; análise do comportamento
Autores
- Ferreira, Nerúcia Ferreira Andreza Resende
- Barros, Romariz da Silva
Resumo
Este estudo pretendeu avaliar, a partir de uma perspectiva analítico-comportamental, os efeitos de um procedimento de ensino de autogerenciamento de rotinas de estudo no ambiente domiciliar de três estudantes universitários com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Para isto, utilizou-se um delineamento experimental de reversões (BAB). A intervenção consistiu de um treino para preparar o ambiente de estudo por meio da instalação das seguintes categorias de respostas:a) preparar o ambiente de estudo; b) manter o horário de estudo e rotinas; c) estudar na posição sentada; d) manter o ambiente sem interferência; e) evitar acessar sites, músicas e games; f) utilizar agenda, anotações e cronograma; e g) organizar os materiais em pastas no computador. Para isso, foram implementadas estratégias interventivas tais como: instruções, autorregistro, análise de tarefas, feedback positivo e corretivo. De forma geral, os resultados mostraram que a intervenção favoreceu a emissão dos comportamentos-alvo. Para um dos participantes, as consequências naturais (ambiente e rotinas mais organizadas) dos comportamentos-alvo estabelecidos na intervenção parecem ter funcionado como mantenedores, de forma que os repertórios alcançados se mantiveram quando ocorreu a suspensão da intervenção. O mesmo não pôde ser observado com os outros dois participantes. Observou-se variação no desempenho individual nas categorias comportamentais focadas, sendo as instruções “Manter os mesmos horários e rotinas” e “Manter o ambiente livre de interferências” mais facilmente seguidas. Considerando os resultados obtidos, o presente estudo demonstra os efeitos favoráveis provenientes de uma intervenção que demanda poucos recursos financeiros e pode ser implementada simultaneamente com uma variedade de estudantes. Estudos como este podem contribuir para reduzir o déficit de conhecimento sobre procedimentos eficazes para atenção a estudantes universitários diagnosticados com TEA. Palavras-chave: transtorno do espectro autista, rotinas de estudo, autogerenciamento, universitários, TEA.
Link de acesso
https://periodicos.ufpa.br/index.php/rebac/article/view/18860