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Possíveis aproximações entre Antropologia Simbólica de Clifford Geertz e a Terapia de Aceitação e Compromisso
2023 · Perspectivas em Análise do Comportamento; Perspectivas em Análise do Comportamento; Special Issue on Clinic and Culture; 194-207; Perspectivas em Análise do Comportamento; Volume Especial sobre Clínica e Cultura ; 194-207; 2177-3548; Paradigma – Centro de Ciências e Tecnologia do Comportamento; Fonte: OAI-PMH
Dados principais
- Ano de publicação
- 2023
- Dados editoriais
- Perspectivas em Análise do Comportamento; Perspectivas em Análise do Comportamento; Special Issue on Clinic and Culture; 194-207; Perspectivas em Análise do Comportamento; Volume Especial sobre Clínica e Cultura ; 194-207; 2177-3548; Paradigma – Centro de Ciências e Tecnologia do Comportamento; Fonte: OAI-PMH
- Palavras-chave
- Terapia de Aceitação e Compromisso; Antropologia; símbolos; terapia comportamental; Acceptance and Commitment Therapy; Anthropology; symbols; behavioral therapy; PERSPECTIVAS; análise do comportamento
Autores
- Abdala, Miguel
- Silva, Bruno Teixeira
- Maia, João Gustavo Chaves
- Souza, Vanessa Amarante de
- Queiroz, Ingrid Gomes
Resumo
Clifford Geertz (1926-2006) foi um influente antropólogo e fundador da Antropologia Simbólica, vertente das Ciências Sociais que preconiza questões simbólicas para o entendimento de questões culturais. Em contrapartida, com base na Análise doComportamento, surge a Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT), desenvolvendo intervenções e pesquisas enfatizando cognição e comportamento simbólico. O presente trabalho objetiva apresentar a noção de cultura da Antropologia Simbólica e como ela poderia contribuir com a ACT, integrando a compreensão de comportamento simbólico enquanto inerente as relações culturais. Para isso, foi utilizado o Procedimento de Interpretação Conceitual de Texto como ferramenta de descrição dos principais conceitos e críticas de Geertz em sua obra “A interpretação das culturas”, buscando-se discutir esses achados a partir das concepções daACT. Encontrou-se que entender cultura enquanto redes de símbolos possibilitaria intervir em questões estruturais, como racismo, de maneira congruente com o que já se discute na ACT, produzindo uma compreensão desses fenômenos de forma mais contextualizada. Como exemplo, foi apresentado uma amálgama como estudo de caso para descrever essa proposta de intervenções culturais na clínica. Assim, algumas compatibilidades foram encontradas entre as teorias, permitindo um diálogo inicial que produza avanços, em ambas as áreas, com o desenvolvimento de novos trabalhos.
Link de acesso
https://www.revistaperspectivas.org/perspectivas/article/view/984